Astrologia dracônica – O mito da deusa-maẽ Tiamat

João Batista
By João Batista agosto 17, 2019 18:38

Cyril Fagan, em seu livro “Velhos e novos ZodÍacos” citado por Néstor Echarte, um escritor argentino que vem tratando sobre a Astrologia dracônica, diz que de acordo com a mitologia babilônica, Marduk criou o Grande Dragão colocando sua cabeça no Nodo Ascendente da Lua e sua cauda no Nodo Descendente, fazendo com que ele transportasse seis das constelações sobre sua costas e seis sob a barriga. Isso significava que os babilônios consideravam as posições dos planetas no zodíaco dracônico (distâncias medidas a partir do Nodo Ascendente da Lua). A versão original do mito contada no Enuma Elish, épico babilônico, composto por sete tábuas, que data do século XIX-XVI a. C, que conta a história da Deusa Tiamat e da criação do mundo, diz que Marduk não criou o grande dragão, mas matou o grande dragão e nisto entramos no mito da grande deusa mãe Tiamat. Sua cabeça, depois de morta seria o Nodo ascendente da lua, a cabeça do dragão e sua cauda o nodo descendente da lua, a cauda do dragão. Nota: Há quem diga que não exista evidências que Tiamat seja um dragão. No entanto, o próprio Enuma Elish refere-se a escamas. Segundo o Enuma Elish, tudo começa com o caos. De Apsu, a água doce, se origina rios e riachos, de Tiamat, as águas salgadas, de ambos o universo e os deuses são criados. Demonstrado que no início eram as águas. Primeiramente foram gerados Lachmu e Lachamu por Apsu e Tiamat. As 7 tábuas do Enuma Elish “Quando nos altos céus não era mencionado, E a terra em baixo ainda não tinha nome, E o primevo (primitivo) Apsu, que os criou, E o Caos, Tiamat, a mãe de ambos As suas águas foram misturadas umas com as outras, E nenhum campo fora formado, e não se via nenhum pântano; Quando nenhum dos deuses havia sido chamado à existência, E nenhum alcançado um nome, e os destinos tinham sido ordenados; Então foram criados os deuses no meio dos céus” Entre os deuses gerados por Apsu e Tiamat existiram três gerações. Ocorre que os filhos de Apsu, devido o choro o irritavam. Apsu convoca Mummu e vão até Tiamat para matar os filhos de Tiamat a fim de obter o sossego. Tiamat, por sua vez, se opõe  e se enfurece. O choro dos seus filhos também a irritava, mas ela sempre fazia concessões. As crianças descobriram o intento de Apsu em matá-las e convocam o deus Ea para matar Apsu. No entanto, com a iminência da morte do esposo, Tiamat resolve lutar contra os próprios filhos. A Deusa Tiamat encontra Kingu, com quem gera vários monstros como serpentes de garras venenosas, homens-escorpiões, leões-demônios, monstros-tempestade, centauros e dragões voadores e com o exército parte para a luta contra os filhos. “Fez em adição armas invencíveis; Ela gerou serpentes-monstros, de dentes aguçados, e implacáveis garras; Ela encheu os seus corpos com veneno em vez de sangue. Vívoras-monstro horríveis ela vestiu com terror, Com esplendor ela as forrou, fê-las de estatura elevada. Qualquer que as observasse, o terror o vencia, Os seus corpos se elevavam e ninguém podia resistir ao seu ataque. Construiu vívoras e dragões, e o monstro Lahamu, E furacões, e cães raivosos, e homens-escorpiões, E poderosas tempestades e homens-peixe, e carneiros; Criaram armas cruéis, sem medo de lutar. As ordens dela eram poderosas, ninguém lhes podia resistir; Depois de toda esta parafernália, de estatura enorme, fez onze (espécies de) monstros”. Onde surge Marduk Marduk é um deus tardio, patriarcal e surge numa época em que os valores das deusa estão em decadência em todo o mundo. Época em que se inicia a demonização das deusas ou quando estas são transformadas em consortes dos deuses. Marduk, mediante certas promessas de se tornar o senhor dos deuses, filho de Ea, resolve lutar contra Tiamat. Marduk primeiro derrotou Kingu e todos os monstros filhos de Kingu com Tiamat. E por fim, matou Tiamat. Conta-se que com a metade do corpo da deusa ele fez o céu, e com a outra metade a Terra. Talvez colocado sua cabeça no céu, na lua e sua cauda na terra. E da sua saliva formou as nuvens e de seus olhos fez fluir o Tigre e o Eufrates. De seus seios criou grandes montanhas. Os humanos foram criados a partir do sangue de Kingu para servir os deuses. Marduk criou em seguida uma habitação para os deuses no céu, fixou as estrelas e regulou a duração do ano. Embora a parelha divina na Babilônia fosse constituída por Tiamat e Apsu. No entanto, é Tiamat, o verdadeiro elemento de origem, a mãe de todos os deuses e como diz o épico, a possuidora das tábuas do destino. Quando derrotada por Marduk, formam-se a partir de seu corpo a abóbada celeste superior (Nodo norte) e a abóbada inferior das profundezas (Nodo sul). Assim, mesmo depois de ter sido derrotada, ela permanece como o Grande Círculo que tudo contém. Estes, elementos são bastantes comuns na Astrologia tropical chamados de “A cabeça do dragão” que mostra nossa missão de vida e o Nodo sul que mostra características passadas a qual nos apegamos. Esta mitologia é também a base, como o próprio nome indica, da astrologia dracônica ainda muito pouco estudada e levada em consideração pelos Astrólogos. Considerando que as Bruxas cultuam no mínimo uma deusa mãe, as três faces da deusa representada pelas fases da lua, considerando o fato de constituir o próprio zodíaco feito a partir do corpo de Tiamat, por ser Tiamat a possuidora das tábuas do destino e ainda, por ser a Astrologia Dracônica lunar, emocional, feminina, ligada a ancestralidade, é que chamo, resolvi a apelidar a Astrologia Dracônica de o zodíaco das Bruxas. Você pode ler o épico, Enuma Elish, que conta a história de Tiamat no link abaixo https://ebrael.files.wordpress.com/2015/03/enuma-elish.pdf

João Batista
By João Batista agosto 17, 2019 18:38
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