Ao cultuar o ventre de uma mulher encontrei a divindade. Ao cultuar novamente o ventre de uma mulher, tive certeza disso.
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Relato aqui minha experiência com isso que chamo de religião do ventre e meu encontro com a deusa Ycohea: A água primordial.
A ideia de culto a mulher como a quinta face da deusa me acompanha desde 2019, quando ainda trilhava os caminhos da Wicca. E no final do ano de 2023, uma consultante entusiasmada com esta ideia, me sugeriu adicionar no culto ao feminino, o culto ao ventre ou a Yoni. E foi então que por volta do início de dezembro de 2023, resolvi inquirir os arcanos e ao I Ching a respeito do culto ao ventre de uma mulher. Como o resultado foi positivo, passei a considerar a referida prática. E logo imediatamente, talvez no mesmo dia comecei a praticar.
O ritual consistia em ajoelhar-se diante do ventre de uma determinada mulher, realizar uma breve meditação e realizar uma oração de exaltação. Embora eu quisesse tornar isso uma prática diária em minha vida, sei que foram poucos rituais, talvez uns 5. Durante a meditação e ao ir estabelecendo relações entre o ventre, líquido amniótico, afloramentos, aquíferos, acabei sentido uma imensa rede aquática, mantendo o universo e seus processos de tal forma que o líquido amniótico seria um dos componentes desta mesma rede, deste agenciamento e estaria em pé de igualdade com as nascentes, os afloramentos que comumente se encontra nas encostas das serras em determinadas épocas do ano. Quando o líquido amniótico derrama, você tem ali um breve afloramento. São os afloramentos e o líquido amniótico e seu derramamento que torna possível não apenas a sobrevivência da espécie, mas também o surgimento e a manutenção das civilizações. A manutenção das civilizações ocorre mediante a renovação da força de trabalho e sem este líquido e seu derramamento isso não é possível.
A rede era fluida, composta por muitas águas doces e dinâmica. Em seus movimentos às vezes saltava a presença feminina. Não restava dúvida que eu estava diante de uma deusa. Uma sincronicidade interessante: Esta percepção ocorreu no dia 8 de dezembro que é dia de Oxum, Orixá das águas doces.
Depois desta experiência cessei o culto. Isso porque agora, caberia eu descobrir quem era aquela deusa que enxerguei, que encontrei ou que me encontrou. E para isso, teria que me empenhar um pouco mais. Devido a esta necessidade de empenho acabei deixando de lado a ideia. Embora ela nunca tenha deixado meu pensamento, acabei postergando essa decisão. E só recentemente, a partir deste mês de agosto de 2024 retornei ao culto ao ventre e retornei meditando mais intensamente na figura do Poço, o Hexagrama 48. A promessa para aquele que cultua o ventre de uma mulher é a ativação do Hexagrama 48 “O poço”. Algo que não levei tanto em consideração na época. E ao refletir sobre o Poço, mais especificamente sobre o texto do site Changebeing que fala do encontro de algo valioso no inconsciente, acabei notando que tinha encontrado este tesouro lá mesmo quando ocorreu minha primeira experiência, em dezembro de 2023 e este tesouro seria a deusa ou então a maneira mediante a qual a encontrei, ou seja, cultuando o ventre de uma mulher. Enfim, o tesouro a ser encontrado mediante o culto ao ventre era o próprio culto ao ventre, a religião do ventre e a deusa Ycohea.
O que eu tinha dela era uma ideia vaga, a convicção de sua presença. Com o servidor The Saint aprofundei em seu estudo e descobri seus usos, nome, sigilo aparência etc. Então a chamei de deusa Ycohea que significa “Água primordial que acolhe e desenvolve o mundo”. De acordo com esta revelação, o mundo não teria sido criado, mas uma semente de mundo presente mesmo em Ycohea teria sido acolhido por ela e se desenvolvido. Enfim, o mundo, a terra foi querida, acolhida e amada. Os mais atentos percebem inúmeras assinaturas de uma divindade feminina nos planetas, plantas e seres vivos. É Ycohea que acolhe a terra e cria as primaveras. É ela que acolhe as crianças até o nascimento.
Enfim, ao cultuar o ventre de uma mulher encontrei algo, uma força, algo que não se corrompe, um tesouro valioso guardado nas profundezas do inconsciente e este tesouro encontrado foi a água primordial, a deusa Ycohea, a própria divindade, senão uma perspectiva muito especial de divindade. Ao cultuar o ventre de uma mulher encontrei uma deusa primordial e tal como no início, no gênesis, deus e os adoradores do ventre buscam e vagam sobre a face das águas (amnióticas e primordiais). “Ao cultuar o ventre de uma mulher, encontrei e reencontrei a própria divindade”. No próximo artigo falarei mais sobre Ychoea (iúchoea). Agora sigo para o próximo passo que consiste em descobrir os efeitos sobre a vida de mulheres que recebem o referido culto. Em saber se de fato é ativado o Hexagrama 35 (o progresso) e como isso se dá. Suprimi a expressão “sagrado’ da frase “ventre sagrado”, pois me parece redundante.



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