O antídoto contra o ódio: Como vencer o bolsonarismo e afirmar os laços sagrados em seus relacionamentos
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Me utilizo dos oráculos, isso desde 2011. Então resolvi usá-los para investigar os efeitos negativos do bolsonarismo sobre a vida das pessoas por meio de uma jogada criada por mim chamada ‘3Qs da narrativa’, que poderá fornecer uma visão bem completa desse fenômeno. Uso o Tarot, as runas nórdicas e o baralho dos 40 servidores de Tommy Kelly, da magia do caos. Sou um mago, estudo ciências ocultas há mais de 30 anos, portanto, desde minha juventude. Espiritualidade para mim é algo criativo e inventivo. Da mesma forma que gosto de explorar os limites entre ciências naturais, sociais e outros modos de expressão não-científicos, neste texto exploro os limites da magia, da crítica social e da filosofia da diferença (da esquizoanálise).
Mediante a pergunta “Quais os efeitos mágicos e espirituais do bolsonarismo sobre a vida de uma pessoa?”, embaralhei as cartas e as r unas e, aleatoriamente, fui escolhendo e interpretando cada uma. A leitura oracular faz emergir no campo mental, a partir do intuitivo, compreensões que passam despercebidas por constituírem pontos cegos. Estas respostas são interpretadas mediante um filtro do oraculista, a partir da sua vivência, de suas perspectivas ideológicas e de classe, carecendo de validação filosófica e/ou científica. Embora possa orientar um projeto de pesquisa, a prática oracular visa conectar a mente intuitiva e deve ser vista mais como uma arte. Quando me refiro a oráculo, refiro-me a mim mesmo com meus filtros vivenciais e ao simbolismo presente nas cartas. Portanto, o oráculo sou eu e as cartas.

Para cada uma das respostas obtive: a runa Algiz invertida, a runa Wyrd, Perth invertida e Berkana invertida.
As runas possuem duas posições: em pé (que respondem como “sim”) e invertida (que se referem a obstáculos e respondem como “não”). No entanto, há runas sem posição invertida e uma que não possui posição invertida, mas é lida como tal, embora sua leitura não seja negativa.
Algiz invertida
Representada pelos chifres de um alce, fala de proteção e do campo de força que todo animal bovino possui ao seu redor, que poucos ousam atravessar por ser perigoso e quem vive na zona rural conhece bem. Em nossas relações, fala dos limites que devem ser respeitados. Na posição em pé, traz a ideia de um ser com os braços levantados para o alto, fazendo referência à proteção para se obter benefícios ou inspirações celestiais. Invertida, fala da ausência desta proteção, onde o campo é invadido. Em nossa análise, respondendo à pergunta O quê?, fala de falta de proteção e vulnerabilidade. Ao adotar o bolsonarismo, a pessoa se torna vulnerável e desprotegida. Se algo de ruim acontecer em qualquer área, terá maior probabilidade de afetá-la com força total.
Wyrd
É a runa do destino, diz respeito ao nosso papel na criação, ao dharma, ao conatus, à nossa missão e propósito na vida, falando da vontade de Deus e/ou dos deuses. Responde à pergunta Quem?, dizendo que esta vulnerabilidade se aplica ao destino da pessoa. A capacidade de se lembrar das coisas que os deuses esconderam fica comprometida. O bolsonarista passa a viver sem propósito porque se esqueceu deste ou este não se apresenta com clareza. O conhecimento e o se guiar pelo propósito divino ficam vulneráveis; a pessoa perde o senso de orientação mais elevado. E porque perde este senso de orientação se torna muito facilmente manipulado. Hordas de pensamentos e sentimentos que não são dele percorrem seu corpo. Era como tivesse aberto mão do propósito divino e emprestado seu corpo a interesses alheios. É um estado deplorável de submissão
Perth invertida
A runa Perth em pé fala de conhecimento mágico superior, revelações, boa sorte e visão elevada do seu papel. Quando invertida, fala de perturbações durante o sono e vulnerabilidade espiritual. A pessoa passa a se medir por baixo e acaba sabotando aquilo de nobre e importante que teria para realizar. Responde à pergunta Quando?, apontando para momentos de perturbação e falta de sorte.
Berkana invertida
Diz respeito ao crescimento, aos primeiros brotos da primavera e ao enverdecimento do solo. Para a vida humana, fala de coisas que nascem vigorosas, maternidade e relacionamentos felizes. Invertida, fala de processos interrompidos, brigas, discussões e projetos que não vingam. Responde à pergunta Onde?, referindo-se a lugares ermos, onde nada nasce ou brota, ou locais de discussões acaloradas como bares, botecos, câmaras municipais e partidas de futebol.
Fehu invertida
Em sua posição normal, diz respeito ao gado e ao campo arado pronto para o semeio. É a runa do dinheiro e do bem-estar cotidiano. Já invertida, diz respeito ao lado sombrio do dinheiro: perdas financeiras, roubos e avareza. O Brasil viveu um aspecto tenebroso dessa posição recentemente com o gasto efetuado em bets e jogos de azar, que trouxeram separações, destruição de famílias, menor qualidade de vida e prejuízo à economia popular. Responde à pergunta Por quê?, indicando perdas financeiras, jogos de azar e avareza. Enfim, ao adotar o bolsonarismo como uma perspectiva de vida válida você abrindo espaço para ter sua intimidade e relacionamentos minados. Tal como uma infecção atinge com mais força um organismo imunocomprometido, o bolsonarismo destrói as defesas psicológicas e comunitárias do indivíduo, provoca um apagão na memória profunda, fazendo a pessoa perder o rumo e se entregando seu destino a forças cegas..
Quais os efeitos do bolsonarismo?
Traduzindo: O bolsonarismo, devido a perdas financeiras (Fehu invertida), te deixará vulnerável e desprotegido (Algiz invertida), incapaz de manifestar aspectos celestiais na terra. Além de fazer perder dinheiro e reduzir o bem-estar, tirará a sua paz. Isso porque há um desinvestimento da fertilidade, da criatividade, do afeto e a subsistência e direcionamento a própria aniquilação e aniquilação do outro. Enfim, se utiliza das fissuras e das fraturas pré-existentes do individuo, transformando inseguranças econômicas, solidão afetiva e desespero social em fanatismo, deixando a pessoa politicamente anestesiada, espiritualmente vazia, materialmente arruinado e desprotegido.
O seu senso de propósito ficará vulnerável, principalmente em momentos de perturbação, lugares ermos ou locais de brigas. A pobreza e a vulnerabilidade afetarão não apenas a vida material, mas também a espiritual, mental, emocional e os relacionamentos. Os bolsonaristas, desde os líderes até a base, parecem tomados por infortúnios que os levam ao empobrecimento e a problemas com a justiça. Diante dos desafios da vida, eles sofrem mais e ficam à mercê dos perigos. Adotar o bolsonarismo é se expor ao risco.
O principal efeito é transformar a vida de uma pessoa vulnerável numa vida miserável. É como o caso das comorbidades: viroses como a dengue e a COVID afetam mais quem já possui alguma fragilidade prévia. Como diz o ditado popular: “Morreu não por conta da pinga, mas porque já estava doente”.
O que o Tarot nos diz sobre o bolsonarismo

O quê? O Enforcado, A Roda da Fortuna e A Torre; tendo a Rainha de Ouros, o Cavaleiro de Ouros e o Cavaleiro de Paus como condição (Os arcanos menores impulsionando os maiores).
Os menores mostram um certo cuidado com a vida, com o corpo e um crescimento financeiro gradual e entusiasmado, mas que não se sustenta, gerando crises, reviravoltas e acabando em catástrofe. A Torre surge como uma intervenção divina para ajustar situações que passaram do limite. Pela ótica do tarot, os bolsonaristas estão sob juízo constante e sua vida pode ser dilacerada a qualquer momento, exigindo recomeçar do zero. A Roda da Fortuna junto à Torre mostra que a vida oferece oportunidades drásticas e desestruturadoras de correção (como destruição da própria família ou prisões).
O tarot traz a imagem caricata de um desenho animado: alguém pega o bolsonarista que está pendurado de cabeça para baixo e inativo, esperando uma iluminação, chacoalha-o de um lado para o outro e o atira no chão, explodindo-o e destruindo suas expectativas. Seus projetos virarão ruínas e ele terá a oportunidade de recomeçar do zero quantas vezes for necessário até se libertar da roda.
Antídoto contra o bolsonarismo

O que fazer para se proteger do bolsonarismo? Qual seria o antídoto?
Para esta pergunta, saíram as seguintes cartas:
O quê: Harven
Quando: The Opposer
Onde: O Pensador
Por quê: The Lovers
Para se proteger do bolsonarismo você deve cuidar da saúde, pois o fenômeno se deve a um descuido dela. Cuidar da saúde permite criar sinergia e firmar os laços sagrados entre as pessoas. Neste sentido, o bolsonarismo é efeito de um abandono por si mesmo.
Esse cuidado deve ocorrer principalmente quando você for desafiado (The Opposer) em lugares racionais e rígidos (O Pensador), como escolas, universidades e locais eclesiásticos. Isso evita cair no ódio e reforça os laços sagrados (The Lovers), aumentando o amor, o carinho e a intimidade. Desinvestir do bolsonarismo é importante para a democracia e para evitar a automutilação de coisas essenciais na vida.
O bolsonarismo nasce do ressentimento cultivado nessas instituições rígidas (escolas, faculdades, forças armadas e casas de celibato), iniciando-se quando alguém é chamado à atenção e começa a remoer. Para o bolsonarista, a causa de seus problemas é tudo aquilo que é institucionalizado. Por isso, nesses momentos de reprimenda, é crucial cuidar da saúde e estar atento. Depois que o bolsonarismo estilhaçar a vida e colocar a pessoa no fundo do poço, haverá a chance de recomeçar do zero, desinvestir do movimento e reafirmar os laços sagrados.
Ritual para destruir o bolsonarismo
Você sente que suas ideias ou seu comportamento bolsonarista têm destruído sua vida e suas relações? Sente que uma pessoa querida tem feito o mesmo e não sabe o que fazer? Você pode conversar comigo caso queira iluminar sua mente. Talvez eu possa te ajudar por meio deste ritual:
Ritual com Agares para limpezas densas. Você pode pedir a Agares para que elimine bolsonarismos, microbolsonarismos do seu ambiente, de sua vida ou do alvo;
Ritual com Orobas para devorar os miasmas e as larvas bolsonaristas. No mesmo sentido, você pode pedir a Orobas que destrua bolsonarismos e microbolsonarismos. O efeito disso serão noites mais tranquilas e reparadoras de sono.
Restaurar num contexto wiccano o culto a deusa Hígia e/ou a Asclépio: Hígia num contexto helênico não diz respeito apenas a saúde física, mas dentro de um contexto holístico
Ritual com as servidoras The Healer e Harven para afirmar sua saúde;
Ritual com Faulmensi Abdano para destruir o bolsonarismo;
Como o bolsonarismo é reflexo de uma negação do corpo, uso da servidora A carnal, aqui a aceitação do corpo (sentir-se desejado ou desejada) como um fator relevante a espiritualidade. The carnal ou te fazer se sentir desejada, ‘gostosa’ expulsa os miasmas tristes do bolsonarismo.
Ritual com The Lovers para substituir o ódio pelo amor.
– Uso do Salmo 1
Uma das características do Bolsonarismo na vida de uma pessoa é a perda gradual do senso de orientação pelo seu propósito divino. A pessoa gradualmente vai esquecendo seu papel na criação e este vai ficando cada vez mais embotado e a pessoa cada vez mais manipulável e destituída de sentido. Neste sentido, sugiro a récita diária do Salmo 1. O salmo 1 serve para encontrar seu propósito na criação, a vontade de deus em sua vida, o seu dharma. Ao encontrar este propósito, tudo o mais que não se alie a este propósito se torna descartável (no caso, os bolsonarismos). Deverá recitar o referido salmo diariamente, sete vezes ao dia pelo tempo que achar necessário. Acredito que no mínimo 3 meses.
Sugiro também trabalhar com o servidor The planet. Da mesma forma que o salmo 1, the planet pode lhe mostrar o seu papel na criação. Ao fazer isso, ao encontrar seu papel na criação, você descobrirá a grandeza da sua vida e a sua pequenez. Encontrando seu papel na criação, tudo aquilo que não some forças com este papel perderá a prioridade, perdendo força, inclusive os bolsonarismos e microbolsonarismos.
O que é o bolsonarismo?
Um acontecimento político, social e cultural brasileiro associado à figura de Jair Bolsonaro, com grande projeção nacional a partir de 2018. Trata-se de uma extrema-direita populista, antissistêmica, de apelo moral e conservador, com intensa polarização ideológica. Caracteriza-se pela oposição feroz às instituições democráticas (como o STF, a imprensa, a cultura e a ciência), pelo discurso nacionalista, pelo ataque às minorias e a tudo que procura diferenciar-se, além de apresentar caráter atentatório contra a democracia.
Pela perspectiva da filosofia da diferença e da esquizoanálise pela qual me oriento, entendo o bolsonarismo como uma espécie de fascismo. Ele sempre existiu de maneira velada e subterrânea no campo micropolítico, na intimidade, nas relações pessoais, comerciais e contratuais, na forma do microbolsonarismo (machismo cordial, piadas racistas, preconceito, xenofobia, sexismo, questionamento da vacina, etc.). No entanto, carecia de alguém que ressoasse esses anseios para o campo político macro ou molar. Quando Jair surge acolhendo e representando esse elemento deplorável do brasileiro, busca se institucionalizar por meio de ataques ao estado de direito.
Nota: Algiz invertida é lida por alguns como a runa da Paz, embora eu advogue que o símbolo da paz deveria ser representado pela runa Algiz em pé.



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