O que a magia nos diz sobre a escassez hídrica em Iporá

João Batista
By João Batista outubro 21, 2024 18:12

O fluxo está vulnerável, mas persiste

Uma perspectiva da magia política sobre a escassez de água em Iporá

 

Apresentação

Este texto está situado dentro daquilo que comecei a chamar de “Magia do caos aplicada a solução de questões sociais’, “Magia aplicada”, ‘Caos aplicado’, “Magia política”, “Bruxaria política’, Economia holística, política holística etc. Magia política seria a magia que intenta investigar, opinar ou ajudar a solucionar algum problema social, ambiental, ecológico, visando o bem estar de uma comunidade ou pequeno ecossistema. Digo comunidade porque sua prática se dá no âmbito local. Por enquanto, não consigo visualizar a possibilidade de aplicação de uma magia política em nível de província, bioma, nacional ou global. E aqui meu objetivo consiste em verificar o que alguns oráculos como Runas nórdicas (que passei a chamar de runas de Frigga), o Tarot, Os Specularis, O I Ching e o gênio Salilus e o daimon Astarthe tem a dizer a respeito da escassez hídrica em Iporá.

E a principal conclusão a que chego é que, como não há um desejo de recuperação por parte da população, a recuperação inicia-se com uma abordagem cultural e artística em torno da referida bacia e ainda sobre a necessidade de construção de um plano de recuperação da mesma. Quem se propõe a pensar ou a recuperar a mesma, pensa às cegas já que não existe um norte. Um plano, composto por seus respectivos programas, projetos, cronograma, orçamentos e recursos voltado a recuperação da bacia do ribeirão Santo Antônio. Sem o referido plano, sem a referida orientação a recuperação está fadada ao fracasso e quem insistir nisso acabará desistindo, depois de humilhado.

“Quem caça o veado sem o guarda-florestal (sem orientação, sem um plano)
só poderá se perder na floresta”.

Então começarei pela resposta das runas de Frigga, depois Specularis, 40 servidores, Tarot, Salilus, I Ching e depois Astarthe.

Como fiz isso?

Mediante a pergunta : A questão é a escassez hídrica no município de Iporá, escolhi as cartas de cada deck e depois efetuei a interpretação. Em relação a Salilus fiz o ritual meditativo presente no livro Gênios de poder, efetuando a seguinte afirmação “É minha vontade que abra as portas para a recuperação da bacia do ribeirão Santo Antônio” e do mesmo modo fiz para Astarte, no caso, pedindo por soluções práticas para a recuperação da referida bacia. A resposta é intuitiva, compreensiva e possui um caráter iluminador. Veio alguns minutos depois de realizado cada um dos rituais. Avalio a eficácia do ritual comparando dois momentos distintos sendo: a) o primeiro momento chamado de “antes do ritual’ e b) segundo momento chamado de ‘depois do ritual’. Se o primeiro momento não há ideias significativas, envolventes a respeito do tema e no segundo momento existe esta ideia iluminadora, então concluo que o ritual deu certo e fui respondido em meu questionamento.

Runas de Frigga: Laguz, Algiz invertida e Eihwaz

O fluxo está desprotegido e persistente. É necessário proteger o fluxo. O fluxo enverga, mas não quebra e tanto mais persistente será o fluxo se protegê-lo.

   Segundo o site Parlenda, Laguz representa a água e o mar, Laguz também corresponde ao fluido amniótico e como tal, age como sinal de concepção, assim como precursor do nascimento que está para ocorrer. Laguz é o principal significante feminino nas runas nórdicas. Normalmente, simboliza a própria mulher que inquire, enquanto para o homem que inquire pode denotar a mulher mais importante de sua vida — a mãe, a namorada, a esposa até, se for o caso, uma irmã. Enfim, logo no início já temos a presença do feminino. Já a runa Algiz representa os chifres do alce e representa proteção. Em pé significa paz para se conectar com o céu. Significa ainda proteção por meio do bom humor. No entanto, invertida significa vulnerabilidade, falta de proteção, aporrinhação e que se algo ruim acontecer, isso afetará sobre quem se inquire. E Eihwaz representa persistência, aquilo que enverga mas não quebra. A runa Laguz ao lado da runa Algiz já que representa o fluxo, as águas, o líquido amniótico, a mulher, fala muito da condição do feminino na atualidade. Laguz e Algiz invertida fala de uma mulher que não tem paz ou que perdeu a paz, já que Algiz em pé representa paz. A questão da escassez de água no município é resultado de um problema com o feminino, resultado de um mal relacionamento com o feminino.
Então quando se trata das águas, diz-se que o fluxo, a água está desprotegida, mas persistente. Diz-se que o líquido amniótico está desprotegido, vulnerável, mas persistente. Isso indica que fluxo precisa ser protegido, que as águas, que o líquido amniótico precisa ser protegido. As runas de Frigga não estão apontando um culpado. Não estão dizendo que quem é culpado é quem usa a água para lavar a calçada ou lavar o carro. Não estão dizendo que o culpado é a concessionária. Não está dizendo que quem é o culpado são aqueles que fizeram mau uso do solo ou a vulnerabilidade das nascentes. O que elas estão dizendo é que as águas, o fluxo, inclusive o líquido amniótico estão vulneráveis e carecem e precisam de proteção. Talvez estejam falando ipsis litteris do líquido amniótico, mas talvez não, mas da água enquanto capacidade de nutrir a vida. A necessidade de uma água onde as formas vivas possam se alimentar e sobreviver o que, pode estar sendo comprometido com a crescente quantidade de nutrientes, pesticidas, micro plásticos que estão sendo atiradas nestas águas. Enfim, elas estão falando da necessidade de se proteger o fluxo amniótico. Eu tento não enxergar isso, mas não tem como.

Do G1 Microplásticos são encontrados na placenta de mulheres grávidas, diz estudo 

Estudo analisou 62 placentas e detectou micro plásticos em todas as amostras

 

Specularis: Doutor, Kare e Sereia

O negacionismo está adoecendo o espírito das águas

Os Specularis foram bem enfáticos e seguem o mesmo sentido das runas de Frigga. Doutor representa necessidade de cura, de curar alguma doença ou algum sofrimento físico. Kare representa a necessidade de cuidados devotados a Terra e Sereia representa aqui o elemental da água, uma espécie de espírito das águas. Se você imaginar as águas dotadas de um espírito, de uma alma, esta alma das águas é a Sereia. Portanto, há a necessidade de curar, de cuidar da terra para restaurar o espírito, curar a alma das águas que é fluir e nutrir. A cura da alma das águas está relacionada aos cuidados e cura da Terra. O fluir das águas está relacionado a cura e aos cuidados devotados a Terra. Pode ser enxergado também como necessidade de se curar o negacionismo (Kare) para curar a alma das águas. O negacionismo está deixando a alma das águas adoecidas. Aqui, tanto o ser humano quanto a Terra estão doentes e numa época em que se falta psicólogos pede-se uma psicologia política para realizar tal feito.

40 servidores: O Exaurido, A vidente e o Levitador

Aceitar que a situação não pode ser mudada abrirá espaço para se enxergar a situação de uma outra perspectiva.

A respeito da escassez das águas, os 40 servidores não trazem muita esperança, mas apenas uma mudança de abordagem em relação a questão. Dizem que todos os recursos foram utilizados, que há uma drenagem desacostumada de energia, uma espécie de descrença. Que neste momento não há o que fazer. A única solução em relação a esta questão da água é recuar e reabastecer, regredir e permitir que os ciclos da vida passem para o próximo estágio, que se espera que seja mais recompensadores, pois não há esforços capazes de mudar isso. Enfim, esperar pelas chuvas. Este comportamento de aceitar que é assim mesmo levará a um abordagem da questão baseada na emoção, no sentimento, na intuição e no instinto. E isto levará a enxergar a situação de um outro ângulo, de uma outra perspectiva e a se ter uma visão mais completa do cenário. Ao desistir de lutar, uma abordagem intuitiva e espiritualizada nos dará uma visão mais completa do que está acontecendo. A racionalidade não é a saída aqui. Talvez seja necessário complementar a racionalidade excessiva com a emoção. É necessário sentir mais o problema do quê pensar no problema.

Tarot: Temperança, Julgamento, Imperador e 4 de paus

A realização feliz envolvendo a recuperação da bacia do ribeirão Santo Antônio está relacionada ao despertar de uma liderança no assunto

 

A temperança também fala da necessidade de cura, de equilíbrio, parcimônia e transmutação. Já, a carta “O julgamento” fala de resgate, ressureição, despertar, revelar e o Imperador da capacidade de concretizar, de uma autoridade que seja capaz de concretizar objetivos, de colocar objetivos, planos em prática. E o 4 de paus como resultado de tudo isso, fala de realização feliz. Portanto, há necessidade de cura das águas, mas para isso é necessário resgatar, despertar, revelar a capacidade de concretizar de um povo, no caso, do povo iporaense para se ter uma realização feliz. Há uma estagnação na capacidade de concretizar do povo iporaense. Há muitas autoridades no assunto, mas quando o assunto trata-se de recuperação, há um vácuo, uma crise de lideranças neste assunto. Quando o assunto é a solução do problema da escassez ou da recuperação das áreas degradadas não existe uma liderança neste sentido. E por isso, o Tarot fala da necessidade de um despertar desta liderança ou destas lideranças. A realização feliz envolvendo a cura do fluxo está relacionado ao resgate de um poder de concretizar e realizar de uma liderança.

Gênio Salilus

É necessário um plano de recuperação da bacia

 

Salilus é o gênio que abre portas para a solução de uma questão. Ele abre uma porta e a segunda e sucessivas portas somente se abrirão se a pessoa passar por elas. Então ao consultar com ele, ele mostra como pode ser aberta a primeira porta ou abre a primeira porta e à medida que a consultante vai passando, ele vai abrindo as demais. Em minha experiência com ele, em algumas situações atinge-se o objetivo almejado, mas em outras, as portas vão se abrindo, se abrindo até que o caminho até ao objetivo fica todo diluído com tantas portas que se abrem. Outras vezes, simultaneamente a isso, atravessamos as portas de maneira incompleta, já quase desistindo ou desistindo ao longo do percurso. É algo como que “atravessamos meia porta’ ou ‘ou atravessamos uma porta pela metade”.  Isso também compromete a realização do intento. No entanto, mesmo nestes casos há avanços na questão. Então me consultei com o gênio Salilus a respeito da questão e ele me respondeu que se deve estabelecer um plano para a recuperação da bacia do ribeirão Santo Antônio com base na agricultura regenerativa. Criar este plano é a primeira porta a ser atravessada. Ao atravessar, novas portas serão abertas. E isso faz sentido, porque embora existam estudos excelentes a respeito da bacia do ribeirão do Santo Antônio, até onde sei não existe um projeto, um plano detalhado de recuperação desta bacia. Com um plano em mãos passa a existir pontos estratégicos por onde começar ou este plano possa mostrar o caminho mais fácil e rápido a seguir. A questão será tratada com a devida seriedade quando a recuperação iniciar por meio da criação de um plano. E este plano envolve o mapeamento de todas as nascentes, áreas de recarga e matas ciliares, bem como os proprietários envolvidos. Enquanto esta não for a abordagem, as iniciativas devem ser olhadas com desconfiança.
Enfim, as runas, os Specularis contextualizam a situação. A principal mensagem destes é que o fluxo está vulnerável e precisa ser protegido. Para os Specularis há necessidade de curar e depois cuidar, bem como anuncia o hexagrama 63. Já o Tarot e o gênio Salilus falam do que é necessário fazer, ou seja, sobre a necessidade de despertar lideranças voltadas a questão e ainda de se estabelecer um plano de recuperação. No entanto, o I Ching fala das limitações e das dificuldades. Mas pelo lado positivo, o faz mais no sentido de alertar. Fala sobre a necessidade de se ter uma orientação, um plano para recuperação. Já o baralho cigano apresenta uma notícia boa. O baralho cigano diz que um homem com a força intensificada trará boas notícias a respeito do assunto.

I Ching – Hexagrama 3,3 e Hexagrama 63

Seguir sem uma orientação, sem um plano de recuperação traz humilhação.  

O I Ching apresentou o hexagrama 3 (O começo) com linha móvel na terceira. Este Hexagrama é chamado também de brotando, de dificuldades no começo, problemas no começo, dificuldade, resolvendo dificuldades e/ou reunindo apoio. Quando ocorre um Hexagrama com linhas móveis, deriva-se um novo Hexagrama. E o hexagrama derivado do primeiro é o hexagrama 63 chamado de “Depois do término’. O I Ching diz que a solução do problema, a recuperação da bacia está no começo e isso pode trazer obstáculos. Em sua terceira linha móvel confirma isso, aconselhando a desistir. No entanto, uma desistência condicionada a inexistência de uma orientação. Surgindo esta orientação (que acredito tratar-se do plano de recuperação da bacia) há desenvolvimentos seguros. No entanto, sem este plano há obstáculos e ir adiante na tentativa de recuperação pode humilhar e causar a desistência.

“Quem caça o veado sem o guarda-florestal (sem orientação, sem um plano)
só poderá se perder na floresta.
O homem superior compreende os sinais do tempo
e prefere desistir.
Continuar traz humilhação.”

“Se um homem quer caçar sem guia numa floresta desconhecida, se perderá. Não se deve tentar escapar das dificuldades de maneira irrefletida e sem orientação. O destino não se deixa enganar. Um esforço prematuro, sem a necessária orientação, conduz ao fracasso e ao infortúnio. Assim, o homem superior, identificando as sementes do que está para acontecer, prefere renunciar a um desejo do que provocar o fracasso e o infortúnio, tentando consegui-lo pela força”.

Então mais uma vez aqui, da mesma forma que o gênio Salilus, fala da necessidade de orientação. Acredito que esta orientação está relacionada ao plano e a necessidade de contar com a participação de agricultores no processo de recuperação e na orientação sobre a recuperação. O Hexagrama 63 diz que se mesmo que conseguisse resultados positivos na questão, se não vigiar os resultados, o que se conseguiu tende a ser destruído. Isso porque as pessoas voltariam a degradar a área já recuperada. Portanto, este plano deve contemplar também esta possibilidade de vigilância para depois que efetivar a recuperação.

Baralho cigano: Urso, Cigano Cegonha

Diz que Um homem forte, fortalecido e poderoso trará novidades, mudanças, surpresas a respeito da questão. Não sei se este homem já apareceu. Também não sei se é ele peça importante na recuperação da bacia. Talvez ele seja apenas alguém que resolva temporariamente a questão da escassez de água. Enfim, espero que ele seja este líder aclamado pelo Tarot, uma autoridade, com capacidade de concretizar e que comece estabelecendo um plano de recuperação da bacia.

 

Astarthe

O caminho para a recuperação da bacia do ribeirão Santo Antônio começa pela Arte

Astaroth, Astarthe tal como Salilus oferece scripts, caminhos, pathworkings para a realização de um determinado intento, fornece soluções práticas, soluções simples para problemas complexos. Astarthe é a caixa de caminhos e, por isso, os clérigos da idade média lançaram sobre ela uma densa cortina de fumaça. Muito cultuada na antiguidade, atualmente são poucos que possuem coragem de se aproximar dela. Entendo Astarth como alguém que guarda o manual de instruções do planeta Terra. Astarthe é grandiosa, fascinante, de grande beleza, tem a aparência de uma estrela de cinco pontas da qual jorra uma cachoeira, de aspecto rochoso, localizada metafisicamente ao sul sobre um oceano. É uma espécie de máquina criada e colocada lá por alguém, não sei quem. Talvez deus. Todos os daimons tem um caráter de máquina e geralmente estão num ponto metafísico da atmosfera da Terra (ou seja estão no céu e não no inferno, nas regiões internas da terra como acreditam alguns). Você não consegue ver, mas sabe que estão lá e executam uma função. O simbolismo do arcano XVII (A estrela) e As de Copas fazem referência a ela. Se Astarthe não revelar um caminho, é aconselhável desistir do referido intento porque não vai adiantar em nada seus esforços. É importante esperar um tempo mais oportuno. Existem vários métodos para se conectar com daimons e obter deles respostas. Se alguém quiser se aventurar neste universo recomendo estudo, diligência, aconselhamento a partir de outras entidades espirituais, oráculos etc e aproximar-se com respeito e um coração puro.

E no caso, da recuperação da bacia do ribeirão Santo Antônio me parece que o primeiro passo não está propriamente na ciência. A solução prática para a recuperação da bacia do Santo Antônio está – quem diria – na arte. É por aí que começa a recuperação. Sabe por quê? Porque as pessoas não estão desejando isso. As pessoas querem água no copo, mas não estão querendo a recuperação. Primeiro, a arte precisa fazê-las sonhar com isso, desejar isso, sentir isso, desejar um possível. Existe aí um papel para a arte, para a música, para o design, a literatura que é a de imaginar a bacia do ribeirão Santo Antônio recuperada e abundante tal como a queríamos. Será que arte consegue imaginar um paraíso onde hoje é a bacia do ribeirão Santo Antônio? A chave, o caminho é uma abordagem artística da bacia tal como a sonhamos, uma abordagem paradisíaca da bacia. É necessário que a arte ajude as pessoas sonharem com uma imensa, uma infinidade diversidade de frutos, ou seja, uma alternativa a monocultura e a pecuária. Onde há uma grande diversidade de frutos, há uma grande diversidade de árvores. Parece que tudo começa por aí. A arte seria usada para imaginarmos, para criarmos o futuro tal como o desejamos, para criar um novo possível. Acho que esta é a essência da mensagem de Astarthe. Enfim, enquanto a necessidade e o sofrimento não fizerm os artistas a começarem a tratar sobre a referida bacia, não inicia o processo de recuperação, o caminho não é trilhado.

Do ponto de vista da intervenção mágica não consigo visualizar muita coisa. Entre outras medidas cito a necessidade de banir, usando os servos O exaurido, o Adversário ou criar algo para isso, os projetos de mineração na cabeceira da bacia do ribeirão Santo Antônio. Talvez a necessidade de hipersigilizar movimentos, iniciativas empresas etc com este objetivo ambiental. O sigilo trata-se não de uma semente, mas de um propósito, de uma espécie de muda de uma erva vertebrada que é inserida no plano inconsciente com capacidades de se desenvolver, arranjar aliados e realizar seu intento. Lembrando que o inconsciente está em tudo, em todos os lugares. Mas isso, por questões já apontadas pelo oráculo, devem ser criadas somente depois de estabelecido o plano.

 

“Se a terra está envenenada, a Bruxaria deve reagir.

(Se  a Terra foi envenenada, a Bruxaria deve falar.

A Bruxaria é política)

A Bruxaria é presciente, ela olha para o futuro.

A Bruxaria é oracular ela não vai segurar a sua língua”.

Peter Grey (Um Manifesto da bruxaria apocalíptica) 

 

O que é interessante neste texto? O que mais ele revela? 

– Traz um novo conceito, a saber, a ideia de magia aplicada a questões sociais, de magia política, de política holística, de economia holística.

– Que o campo de atuação da economia, da política holística deve ser o mais delimitado possível. Uma intervenção holística a nível nacional, global se perderia, se diluiria e num campo mais específico tende a se fortalecer e ser mais coerente.

  • A economia, a política holística, embora não seja científica, não nega a o científico ou outros saberes como é de se pensar a princípio, mas reconhece a ciência. Exemplo disso é a resposta do gênio Salilus e do I Ching que defende e reforça a necessidade de um plano de recuperação da bacia do ribeirão Santo Antônio e este plano deve ser feito por cientistas.
  • E por fim, cito a saída interessante apontada por Astarte, que é arte, que se refere ao acolhimento da bacia do ribeirão Santo Antônio por artistas locais como uma maneira para se criar uma predisposição a recuperação, abrir um desejo para a recuperação. Esta resposta muito dificilmente seria alcançada pela ciência dado a maior ou menor primazia de uma abordagem clássica e dada um maior ou menor grau de adoção de um paradigma emergente.

Enfim, é importante, no entanto, reconhecer o limite desta abordagem. A magia política, a política holística, a economia holística não dá conta de todas as questões e é aconselhável que não se aja assim ou tenha este intento em relação a ela sob penas de cair no dogmatismo, no fanatismo e/ou de se frustrar. No entanto, pode ser usada para revelar, complementar, suplementar e enriquecer qualquer projeto.

 

 

 

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