Ritual de limpeza da Câmara municipal de Iporá com o Daemon Agares

abril 22, 2026by João Batista0

1 – O diagnóstico

Devido à situação de calamidade em que se encontra a cidade de Iporá, com os mais diversos problemas administrativos, de gestão, financeiros, materiais, estruturais, principalmente na área da saúde, resolvi realizar um ritual para desenvolvimento e prosperidade da cidade. No entanto, ao consultar a espiritualidade sobre como seria este ritual de prosperidade para a cidade, ela me deu um stop: seria em vão, pois a realidade não teria como ancorar qualquer intento de prosperidade. Que eu deveria realizar primeiro um ritual de banimento, porque Iporá está incrustrada em situações muito difíceis. Dois dias depois, fiz nova consulta e perguntei: por onde devo começar? A resposta foi nítida: pela câmara municipal de Iporá. Que, começando por lá, o trabalho posterior de remoção de energias negativas seria mais tranquilo.

Quem me conhece intimamente sabe que meu caminho espiritual é o caminho mágico há mais de 30 anos. Estive longos ano

s na Teurgia e na Teosofia (de 1996 a 2017), ou seja, desde meus 18 anos. Passei ainda pela Wicca, pela Magia do Caos e atualmente estou em algo que chamo de pós-goétia, onde tento reinterpretar e desdemonizar o discurso que se construiu em torno da Goetia ao longo de todos estes séculos . Ao longo destes anos, desenvolvi práticas nos campos da Astrologia, Tarot, Runas, I Ching, com os 40 servidores de Tommy Kelly e ainda, no campo da Esquizoanálise, além de criar meu próprio sistema pessoal.

2 – O que disseram os oráculos

Consultei os oráculos e duas

questões me chamaram mais atenção.

Runas: Raido, Berkana invertida e Othala.

Tarot: A Morte, O Enforcado, O Julgamento e o Valete de Espadas.

A mensagem das runas fala, sobretudo, de infertilidade, brigas, rupturas, divisões e separações. O tarot fala de estagnação, prisão numa determinada visão e da necessidade de enxergar as coisas por outro ângulo. Fala também de Julgamento, de acerto de contas, de resgate de oportunidades, tudo isso oportunizado por um valete de espadas que seria alguém comunicativo, analítico, racional e muito seminal, que está no início de sua jornada. Acredito que este valete de espadas seja eu e meu projeto de magia voltado ao desenvolvimento local. É este movimento que pode trazer a ideia de julgamento, de acerto de contas e de recuperação de oportunidades perdidas.

As brigas, as discussões im

produtivas, as realizações infelizes (Berkana invertida) que se travaram naquele lugar deste sua fundação trazem infertilidade. Transformaram a câmara num ambiente árido. Berkana fala de novidade, de nascimento, de gestação, dos primeiros rebentos, dos primeiros brotos da primavera. Essas brigas impedem que estas sementes germinem, sequer sejam semeadas. O chão ficou tão duro, tão pisoteado (como nas arenas ou currais onde o gado se amontoa) que é impossível uma semente nascer, bem como impossível a perfia.

Esta situação de infertilidade faz com que as novas sementes simplesmente fujam ou sejam removidas deste ambiente. O portador destas sementes as ignora ou desiste, caindo numa espécie de descrença que afeta a cidade. E esta situação acaba se dispersando para outros pontos da cidade, para outras instituições, contaminando a todos.

3 – O ritual com Agares

Na imagem : Uma representação de Agares. São os jacarés que efetuam as limpezas. Por se tratar de um processo bastante abrasivo, não é recomendável limpezas internas com Agares, mas apenas de ambientes. Muitas vezes o material que se quer retirar encontra-se misturado com os campos emocionais e mental o que, pode gerar um processo de purga desconfortável ou feridas nestes campos. Você pode invocar e/ou evocar Agares. No entanto, por ser um poder bastante forte não recomendo que o faça com medo ou com sentimentos de ódio. Recomendo também estudo, prática meditativa, prática oracular sob penas de passar por uma experiência perturbadora.

Foi neste sentido que, no sábado, 18 de abril, iniciei um processo de limpeza da câmara municipal de Iporá com o Daemon Agares que se estenderá, espero por outras partes da administração e da cidade. Ao todo, serão 3 rituais realizados de 14 em 14 dias.

Agares é um dos daemons presentes no Ars Goetia, reconhecido por sua habilidade em limpezas profundas, drásticas e pesadas. Trata-se de uma espécie e lembra muito ‘O velho do rio. Tenho um bom relacionamento com ele e apresenta-se como um senhor de aproximadamente 60 anos, de corpo saudável e opulento, numa região pantanosa, brejosa. É descrito montado num jacaré e com um condor no braço, relacionado tanto à visão de alcance quanto a processos de destruição e purga. Por seu aspecto ariano e saturnino, é bastante sério. No entanto, sua energia é tranquila, pois a partir da perspectiva católica trata-se de um anjo caído, que pertencia a ordem das virtudes e, por isso, guarda aspectos bastante celestiais. Rege as drenagens e os territórios.

O que foi solicitado a Agares

– Que seja realizada uma limpeza completa e profunda na câmara municipal de Iporá.

– Que seja aniquilada e destruída toda intenção e discurso de ódio que ocorra ou venha a ocorrer na Câmara.

– Que sejam cessadas todas as brigas infrutíferas que têm trazido estagnação e disseminado o mal para o resto da cidade.

– Que todas as intenções e projetos prejudiciais ao município que surgiram ou venham a surgir na Câmara sejam destruídos e eliminados em suas raízes.

– Que sejam eliminados os parasitas astrais do ambiente.

– Que Agares atue de maneira implacável na aniquilação dos adversários de todos aqueles que trabalham para o bem da cidade.

4 – O que espero

Espero que muitos sintam esta mudança no ambiente da Câmara. Mas, principalmente, que ocorra uma mudança nos discursos e redução nas brigas: que o foco passe a ser as soluções para os problemas, e não os problemas em si, tampouco o ódio aos responsáveis ou adversários. Assim, espero que a Câmara se torne um local mais propício a novas iniciativas e projetos capazes de mudar a realidade do município, projetos que hoje sequer chegam até ela.

Sei que, em magia, é complicado ter uma análise linear dos resultados. O que se pode fazer é comparar duas realidades: uma antes e outra depois do ritual. É neste sentido que as avaliações devem ser feitas, considerando variáveis dummies que tornam possível verificar o impacto qualitativa sobre dada realidade.

Alerto que os atuais vereadores não são os únicos responsáveis pela formação destas formas-pensamento. Trata-se de um processo que se iniciou desde que a câmara é câmara, repetido e herdado pelos novos agentes o que evidencia (Othala).

Do ponto de vista da linguística e de Deleuze e Guattari, uma larva astral nada mais é do que uma palavra de ordem que se transforma num código que passa a regular a atuação dos agentes e a ser alimentado por eles. Não há nada de sobrenatural nisso. É algo bem humano e corriqueiro. Se você mora numa casa durante 40 ou 50 anos e nunca a limpa, espera-se que, com o tempo, todos os moradores adoeçam devido à proliferação de fungos e ácaros. Assim também é no campo sutil de nossas interações: nossas interações geram códigos que nos escravizam. A aridez na Câmara se deve a um problema linguístico-energético muito cristalizado em regras de paralisia. Espero, com a intervenção de Agares, que a Câmara se transforme numa usina de boas ideias para Iporá.

Com este programa (rezando por Iporá), aos poucos vão se revelando os princípios para uma prática mágica aplicada ao desenvolvimento local e das instituições. E é isso que me interessa. Em breve publicarei ainda os princípios que norteiam este trabalho.

 

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